quarta-feira, agosto 22

Argentinos desenvolvem controlador biológico da tucura

O Ministério de Agroindústria da província de Buenos Aires, na Argentina, assinou um convênio de colaboração com cinco municípios para o desenvolvimento de um projeto de controle biológico de tucuras, também chamados de “gafanhotos crioulos” (Dichroplus maculipennis), na principal região endêmica da província para diminuir a longo prazo a incidência da praga.

A assinatura dos acordos foi encabeçada pelo ministro Leonardo Sarquís. “Se trata de uma prova-piloto para combater a tucura. É uma ferramenta absolutamente inovadora na Argentina que se está aplicando com êxito nos Estados Unidos e na China. Hoje estamos provando em vários municípios. O objetivo, como pede a nossa governadora, é estar um passo adiante da conjuntura”, destacou Sarquís.

O objetivo do projeto é produzir esporos do patógeno “Paranocema Locustae”, que leva o inseto a um estado de desnutrição, dando lugar a inatividade, menor tamanho e diminuição das funções vitais.  Para isto é necessário reproduzir o patógeno em quantidade suficiente com o fim de chegar a escala de produção a campo, pelo que requere criar e reproduzir tucuras saudáveis e inocular com o patógeno para que este último se reproduza. Finalmente, se extraem esporas das tucuras doentes e as armazena para sua posterior aplicação.

Desde a Direção Provincial de Fiscalização foi destacada a importância de entender que “os resultados se verão a longo prazo e que é complementar às aplicações de fitossanitários, já que o patógeno vai diminuindo a população de tucuras nos lotes infestados”.

Em 2017, a província já havia promovido um “Programa de Prevenção de Tucuras” com o objetivo de conseguir uma detecção precoce da praga e o seu controle por parte dos produtores.

Obrigado pela sua participação!