segunda-feira, outubro 15

Cientistas testam aparelho que extrai água potável do ar mesmo em desertos

Parece absurdo, mas, em pleno 2018, BILHÕES de pessoas no mundo ainda sofrem com a falta de acesso à água potável. Felizmente, um experimento liderado pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, parece promissor na busca de uma solução para esse problema básico da nossa civilização. O aparelho testado é capaz de extrair água potável até mesmo do ar de desertos.

O teste foi realizado na cidade de Tempe, no Arizona, que oferece condições similares às encontradas nas regiões mais áridas do planeta. Na verdade, ela é uma delas. Por lá, a umidade relativa média do ar no ano é de 31%, mas durante os meses mais secos fica constantemente abaixo dos 10%. Ou seja, é praticamente um deserto urbano.

COMO?

O sistema conta com uma tecnologia baseada em estruturas metal-orgânicas (MOFs) recentemente descobertas que contam com superfícies microscopicamente extensas e porosas. Ou seja, o material é tipo uma esponja, tendo uma área de contato molecular com o ar muito maior do que aparenta à primeira vista. Segundo os pesquisadores, 1 kg dele é o suficiente para gerar cerca de meio litro de água potável por dia.

microscópio eletrônicoEsse é o estilo de um cristal de MOF visto através de um microscópio eletrônico

O aparelho, claro, funciona a partir de energia solar, afinal não há fonte de energia disponível mais abundante que o Sol, principalmente quando o local é um deserto. E esse é mais um ponto a favor da pesquisa, já que outros sistemas conhecidos de captação de umidade do ar usam muita eletricidade e ainda não conseguem atuar em condições extremas.

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“Essa tecnologia é fantástica, pois demonstrou como um sistema de coleta de água baseado em estruturas metal-orgânicas atua no resfriamento do ar mesmo em climas desérticos. Com o seu aprimoramento, pode se tornar um importante método de produção de água em qualquer região do planeta”, explicou Yang Yang, professor e engenheiro de materiais da Universidade da Califórnia.

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O protótipo foi projetado em uma escala muito pequena e só teve capacidade de funcionar durante o ciclo de um dia, mas provou que é possível. Agora, resta saber se serão feitos os investimentos necessários para que a pesquisa avance ao ponto de encher os bilhões de copos vazios espalhados pelo mundo.

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