terça-feira, julho 17

André e Odilon serão primeiros a oficializar candidatura ao Governo

Com o objetivo de acabar com os boatos propagados diuturnamente pelos adversários, que tentam fragilizá-los de que eles vão desistir da disputa, o ex-governador André Puccinelli (MDB) e o juiz federal aposentado Odilon de Oliveira (PDT) serão os primeiros a oficializar a candidatura ao Governo. Eles marcaram as convenções para o dia seguinte a abertura do prazo para a realização das convenções.

Odilon marca convenção para o primeiro fim de semana depois da Copa (Foto: Divulgação)

Conforme o calendário eleitoral, as convenções para oficializar as candidaturas a deputado estadual, deputado federal, senador, governador e presidente da República vão ocorrer de 20 de julho a 5 de agosto deste ano. O registro poderá ser feito até o dia 15 de agosto na Justiça Eleitoral.

Alvo da Operação Lama Asfáltica e citado por cobrar propinas nas delações da Odebrecht e da JBS, André está disposto a tentar o terceiro mandato de governador, repetindo o feito de Pedro Pedrossian. Desde o início do ano, o emedebista percorreu o Estado em pré-campanha com o programa “MS Maior e Melhor”.

No entanto, apesar dos esforços, aliados do governador Reinaldo Azambuja (PSDB) vivem insinuando que o ex-governador não será candidato nas eleições deste ano. A certeza é tanta que o principal alvo dos encontros tucanos tem sido o juiz Odilon.

Para acabar com as dúvidas, para alegria de uns e tristeza de outros, André, que é o presidente regional do MDB, marcou a convenção para o dia 21 deste mês na Associação Nipo Brasileira. O MDB vai oficializar apenas a candidatura a senador de Waldemir Moka (MDB), que disputará a reeleição. Além de se defender das acusações de corrupção, o ex-governador apostará na experiência e na capacidade de tocar obras para enfrentar Reinaldo, que tem a gestão marcada por crises.

Mesmo na liderança das pesquisas desde o início deste ano, Odilon vive sendo fustigado pelos adversários de que desistirá da disputa por falta de estrutura e condições financeiras. A saída do experiente João Leite Schimidt, um decano na política regional, da presidência regional do PDT, no fim de semana, realimentou a boataria.

Como a campanha só vai começar com o fim da Copa do Mundo, previsto para o dia 15, o PDT marcou a convenção para oficializar o juiz Odilon como candidato a governador no dia 21 de julho, na sede do partido. O objetivo é acabar com qualquer dúvida de que o magistrado está na disputa para valer. De acordo com Schimidt, o slogan de Odilon será “Nosso futuro limpo”, para marcar posição em relação às denúncias de corrupção envolvendo os adversários.

Oficialmente, o PDT só conseguiu fechar aliança com o Podemos, que deverá lançar o pecuarista, ex-vereador e ex-vice-prefeito da Capital, Chico Maia, como candidato a senador. Schmidt afirmou, em entrevista à CBN, que poderá repetir no Estado a provável aliança entre o PDT e PSB.

O PSB pode ser surpresa. A sigla conta como principal cabo eleitora o deputado federal Elizeu Dionizio, que foi fiel ao governador Reinaldo Azambuja por três anos e deixou o PSDB para fechar apoio ao ex-governador André Puccinelli.

O PDT poderá fechar aliança com o PRB, que segue no apoio a Reinaldo. No entanto, o partido busca espaço para lançar o senador Pedro Chaves, candidato à reeleição, e, de quebra, leva junto as bênçãos da Igreja Universal do Reino de Deus.

Reinaldo está mais preocupado com a maratona de inaugurações e lançamentos de obras. Pela legislação eleitoral, ele poderá cumprir este tipo de agenda até sábado.

O tucano aposta na estratégia para convencer o eleitorado de que fez muito apesar da crise financeira e não teve medo de tomar as medida para manter o equilíbrio financeiro do Estado. Outro mantra é de que se trata de um governo municipalista.

Os outros candidatos a governador são do ex-prefeito de Mundo Novo, Humberto Amaducci (PT), do advogado João Alfredo (PSOL) e do engenheiro Marcelo Bluma (PV).

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