sexta-feira, setembro 21

Jovens, bonitos e infiéis: a história da atriz da Globo que enganou o filho do pastor com gravidez e agora se diz ameaçada. Por Daniel Trevisan

Deveria ser apenas um caso privado, mas se tornou público esta semana quando a atriz da Rede Globo Letícia Almeida deu entrevista a um jornal popular do Rio de Janeiro, o Extra, e expôs as entranhas de uma família que, vista de fora, poderia ser tomada como exemplar. A história envolve sexo, religião, traição, violência, política e o universo de celebridades. Tornou-se um caso público.

Letícia teve algum destaque em duas produções da Globo — Meu Pedacinho de Chão e Dois Irmãos —, ao mesmo tempo em que era obreira da Igreja Pentecostal Anabastista, na Barra da Tijuca.

Os anabatistas são conhecidos por uma interpretação radical do Cristianismo. No início, século XVI, se opuseram a Martinho Lutero porque queriam reformas ainda mais profundas.

Receberam o nome anabatistas porque só aceitavam o batismo na idade adulta — na igreja Católica, se aceita o batismo quando bebê, nas igrejas protestantes em geral, na pré-adolescência ou adolescência. Com os anabatistas, não. Batismo só depois de adulto, porque entendem que os compromissos com a igreja são tão sérios que não podem ser assumidos antes da maioridade absoluta.

Os anabatistas deram origem aos quakers nos Estados Unidos, a linha protestante mais conservadora em termos bíblicos, conhecida pelo ascetismo, aqueles que usam chapéu preto e fundaram a famosa fábrica de aveia.

Na linha do tempo dos anabatismo, se encontra uma igreja na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, que tem no pastor Márcio Matos sua principal liderança. A igreja dele cresceu tanto que, nestas eleições, já se encontra em condição de alavancar uma candidatura a deputado federal.

E Márcio Matos aceitou ir para a disputa, no partido de Marina Silva, a Rede. No último fim de semana, ele foi indicado para disputar uma cadeira em Brasília, posou para fotos e anunciou um novo tempo na política. “Tempo de esperança e um Rio de valor”, diz o slogan.

Márcio Matos talvez não contasse com a atitude da atriz Letícia Almeida. Aparentemente por outras razões, sem conotação política, ela foi ao Instagram e contou que sua filha de seis meses, apresentada na igreja como neta do pastor, é o resultado de um adultério, e não é neta do pastor.

Escândalo na igreja.

Mas Letícia não ficou só na rede social. Ela deu entrevista ao jornal para contar que, no dia 22 de junho passado, registrou boletim de ocorrência, em que acusa o pastor e a família dele de agredi-la por conta da guarda da filha.

É uma história cabeluda.

Letícia começou a namorar o filho do pastor Márcio depois que entrou na Igreja Anabatista e passou a ajudar nos trabalhos — obreira, no jargão religioso.

Ao mesmo tempo, começou a namorar o filho de Márcio, o músico Saulo Pôncio. Engravidou, e o jovem assumiu a paternidade, mas, antes disso, pediu que fosse feito um exame de DNA. Ela fez e entregou o resultado: positivo.

Só que a mãe de Márcio teria desconfiado e conseguiu no laboratório — talvez através do filho, suposto pai — o resultado do exame. Era negativo. Letícia tinha falsificado.

Começou então uma batalha para saber quem era a criança. Outro jovem ator da Globo, Pablo Morais, com quem Letícia teve um caso numa das idas e vindas com o filho do pastor, fez exame, e o resultado também foi negativo.

Letícia contou, então, que o pai da criança era o marido da irmã de Saulo, Jonathan Couto, que também é músico e é relativamente conhecido, já foi vocalista da banda P9.

Jonathan fez o exame, deu positivo, e aí veio à tona como os dois se tornaram pais. Tiveram relação sexual na sala da casa de Jonathan, enquanto a mulher dele, Sarah, também filha do pastor, dormia no quarto com o filho de um ano.

O pastor também foi a público para dar sua versão e contou que aceitou a menina como neta, apesar de não ter nenhum vínculo de sangue com a criança.

Mas o clima desandou, e Letícia deixou de morar na casa do pastor. Voltou para os pais e, segundo ela, começou a ser ameaçada.

No dia 22 de junho, segundo ela, o carro em que estava com o pai foi cercado pelo pastor e alguns seguranças. Houve confronto físico.

Segundo Letícia, a família do pastor tentou arrancar a criança, de apenas seis meses, de seus braços. O caso terminou na polícia e agora, além da investigação criminal por ameaça e lesão corporal, há um processo na vara de família, em que se discute a guarda do bebê e o direito de visita da família do pastor, que a recebeu como neta.

Era um caso privado, que se tornou público e, assim, gerou a oportunidade de se discutir também a hipocrisia daqueles que, do alto do púlpito, costumam apresentar-se — a si mesmo e a sua família — como se fossem perfeitos.

Neste episódio, grita um versículo bíblico, aquele que diz: a carne é fraca.

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