sexta-feira, setembro 21

Madrasta confessa que matou criança em Dourados

A madrasta do menino de um ano e seis meses que morreu com sinais de espancamento no dia 16 de agosto em Dourados, confessou ter agredido a vítima. Presa desde o dia da morte, ela foi ouvida formalmente na noite de quarta-feira (22) e disse ter pisoteado o enteado por estar com raiva, mas sem intenção de matar. Além disso, isentou seu marido, pai da criança, de qualquer participação no crime.

Segundo informações da 94FM, a mulher, de 21 anos, decidiu falar ontem, após uma semana isolada numa cela da Delegacia de Polícia Civil. Chorando, relatou que estava numa situação de muito estresse, por ser nova, com duas crianças que não são filhos dela, e em meio a brigas com o marido, Joel.

Segundo ela, o menino estava chorando, com prisão de ventre, ressecamento, então começou a apertar a barriga dele com a mão e depois pisou na barriga da criança, com força. Disse que não queria matar, mas acabou se excedendo no momento de raiva. Sobre a fratura da costela que provocou perfuração do fígado da vítima, detalhou que a criança estava se virando e ela continuou pisando.

Sobre seu marido, afirmou que ele não fez nada e está preso injustamente. Acrescentou nunca tê-lo visto batendo ou maltratando as crianças, de quem é pai. Ambos foram presos no dia da morte e autuados em flagrante por maus tratos. Na tarde seguinte, levados para audiência de custódia no Fórum de Dourados, tiveram suas prisões convertidas para preventiva, sem prazo para acabar.

O Caso

O menino de 1 anos e 6 meses foi encontrado morto pelo Samu na manhã do último dia 16, em análise inicial os atendentes encontraram ferimentos na criança e chamaram a polícia. Segundo informações da polícia, a criança teria algumas lesões no pescoço e na testa. O corpo foi transladado para o Instituto Médico Legal de Dourados (IML) para exames de necropsia.

O laudo necroscópico apontou que as causas da morte foram choque hemorrágico, laceração hepática e trauma toraco abdominal fechado, o que reforça a tese de espancamento apontada pelos investigadores.

O pai e a madrasta foram presos em flagrante e apresentaram várias contradições acerca de horários e dinâmica do ocorrido. Na sexta-feira, a Justiça decretou a prisão preventiva dos dois. O pai foi transferido para a Penitenciária Estadual de Dourados e madrasta aguardava vaga em algum presídio feminino do Estado presa em uma das celas da Delegacia de Polícia Civil.

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