qua. out 16th, 2019

Pequenos negócios geraram mais de mil empregos no mês

Desempenho ajuda a criar saldo positivo na criação de postos de trabalho em MS

Os pequenos negócios foram responsáveis pela criação de 1.005 empregos com carteira assinada em Mato Grosso do Sul no mês de maio, desempenho que colocou o Estado entre as 21 unidades da federação que apresentaram saldo positivo em geração de postos de trabalho formais pelas micro e pequenas empresas no País. São estabelecimentos desse porte, e com essa força econômica, que estão instalados, por exemplo, na Rua 14 de Julho, e que estão sendo afetados pelas obras do Reviva Campo Grande, e em vários corredores comerciais da periferia da cidade.

Os dados de desempenho  são de levantamento do Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sebrae), feito com base nos números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia.
Conforme o estudo, divulgado nesta segunda-feira (1º), Mato Grosso do Sul ficou na 12ª posição em saldo de empregos criados nos pequenos negócios entre os Estados. Minas Gerais, com 18.037 vagas criadas, seguido do Espírito Santo (com 8.090) e  São Paulo, com 3.814 postos de trabalho, lideraram a geração de emprego pelas micro e pequenas empresas em maio.

No Brasil, os empreendimentos enquadrados nessa modalidade responderam por um total de 38 mil postos com carteira assinada no mês passado, enquanto as médias e grandes corporações registraram saldo negativo, demitindo 7,2 mil trabalhadores. No total, levando em conta a diferença entre contratações e desligamentos, o Caged de maio fechou com saldo positivo de 32,1 mil empregos gerados no país.

“Nas crises, perder gente na micro e pequena empresa é pior do que na média e, sobretudo, na grande empresa. Então, os pequenos negócios têm essa característica, eles contratam quando precisam e praticamente não dispensam. Até porque uma dispensa numa grande empresa é só mais uma, mas numa pequena empresa a demissão gera um desfalque”, afirmou Carlos Melles, presidente nacional do Sebrae.

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ATIVIDADES

Os pequenos negócios do setor agropecuário lideraram a geração de vagas em maio, em função do cultivo de café, principalmente nos estados de Minas Gerais, do Espírito Santo e de São Paulo, e da laranja, também no interior paulista e mineiro. O setor de serviços, que empregou nesse período 16,7 mil pessoas, vem em segundo lugar no ranking de geração de novas vagas. O comércio e a indústria de transformação registraram saldos negativos de 9,4 mil e 3,1 mil empregos, respectivamente.

No acumulado dos cinco primeiros meses de 2019, os pequenos negócios responderam pela criação de 326,6 mil novos empregos, 35 vezes mais que os empregos gerados pelas médias e grandes empresas. Porém, esse saldo foi 9,6% inferior ao registrado pelo segmento no mesmo período de 2018.

PARTICIPAÇÃO

As micro e pequenas empresas representam, no Brasil, 99,1% do total registrado, segundo o Sebrae. São mais de 12 milhões de negócios, dos quais 8,3 milhões são microempreendedores individuais (MEI). Os pequenos negócios também respondem por 52,2% dos empregos gerados pelas empresas no país.

Apesar disso, o segmento ainda tem participação um pouco tímida no Produto Interno Bruno (PIB, a soma de bens e serviços produzidos) do setor empresarial, gerando 25% do total. Em países como o Reino Unido, a Alemanha, Itália e Holanda, essa participação na formação no valor adicionado ao PIB está acima de 50%.

Para o presidente nacional do Sebrae, o desafio para aumentar a rentabilidade e o faturamento das micro e pequenas empresas passa pela ampliação do acesso ao crédito. “Esperamos que a Empresa Simples possa irrigar o setor com recursos, atualmente muito concentrado em poucos bancos”, afirma.

O Sebrae também quer reverter a baixa participação das micro e pequenas empresas brasileiras na exportação. “No mundo todo, os pequenos negócios são muito atuantes nas exportações, superiores a 40% do total em países como a Alemanha, França e Portugal e até mais de 50% do total de exportações na Itália, Espanha e no Reino Unido. No Brasil, os pequenos negócios só respondem por 4,2% das exportações. Precisamos aumentar a produtividade dos pequenos negócios para ampliar a competitividade desse setor”, afirmou Melles.

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Fonte:Correio do Estado