sáb. jul 20th, 2019

Com livros em punho, movimento estudantil dá início ao 57˚ Congresso da UNE

São Paulo – Jovens de todo o Brasil deram início, nesta quarta-feira (10), ao 57ª Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), o Conune, em Brasília. A abertura reforçou será o objetivo principal do encontro, que vai até domingo (14): defender a educação, sobretudo a pública e com qualidade, além de denunciar e enfrentar as políticas anti-populares do governo Bolsonaro.

A noite também serviu para lançar a campanha “Mais livros, menos armas”. Pelo auditório do Centro Comunitário Athos Bulcão, na Universidade de Brasília (UnB), estudantes desfilaram com estandartes de diversas obras importantes da literatura brasileira, como Morte e Vida SeverinaCapitães de Areia, O Cortiço e Memórias Póstumas de Brás Cubas. Cada passo era acompanhado do grito “não é mole não, tem dinheiro pra milícia, mas não tem pra educação!”.

Em seu discurso de abertura, a presidenta da UNE, Marianna Dias, disse que o estudantes representam umas das frentes de maior resistência em nome dos direitos do povo brasileiro. “Contra os tiros que estão matando a nossa juventude negra e pobre, vamos fazer com que esse Conune seja histórico. Esse governo precisa saber que enquanto eles tiram os direitos do povo com essa reforma da previdência, Brasília vira a capital dos estudantes.”

Já o presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), Reinaldo Centuducatte, afirmou se lembrar do congresso de reconstrução da UNE, realizado em 1979, e destacou as semelhanças das lutas populares de ontem e de hoje. ”Em 79 tivemos um movimento de extrema importância para varrer para longe a ditadura. Hoje temos de novo essa necessidade: a democracia está em risco. Temos que colocar para fora essa política que não leva em consideração a maioria da população brasileira. Por isso, que esse congresso seja de muito sucesso e que saiamos daqui com mais disposição e boas energias para enfrentar as lutas que nos aguardam”, declarou.

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O presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Pedro Gorki, reiterou o papel estudantil na luta pela educação e criticou o ministro da Educação, Abraham Weintraub. “Enquanto o presidente fala que fazemos balbúrdia, nós fazemos esperança. Esperança para que a nossa luta e nossa voz não sejam consideradas crimes. Eles tentam deslegitimar o papel da educação, mas seremos pedra no sapato de qualquer um que tente acabar com a educação pública brasileira.

Fonte: Rede Brasil Atual