dom. set 15th, 2019

Nigeriano afirma não ter cedido imagem a vídeo divulgado pelo governo

Em um post nas redes sociais, Dammy Falade afirma que foi enganado: ‘me disseram que estavam fazendo um documentário sobre o Hino Nacional’

Um dos personagens que aparecem em um vídeo produzido pelo governo em comemoração ao Dia da Independência, o nigeriano Dammy Damilare Falade diz não ter cedido o uso de sua imagem para a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), responsável pela produção da mídia. As informações são do jornal O Globo.

Na peça, o nigeriano aparece cantando um trecho do Hino Nacional ao lado de outras pessoas e integrantes do governo, como o próprio presidente Jair Bolsonaro, e os ministros da Educação, Abraham Weintraub, da Economia, Paulo Guedes, e da Justiça, Sérgio Moro. Falade afirma, no entanto, que foi enganado: “me disseram que estavam fazendo um documentário sobre o Hino Nacional, que existe muita gente que não sabe cantar e canta engraçado, e pediram para eu tentar cantar. Na vibe de amizades novas cantei dando risada, nos despedimos e continuei no meu caminho. Detesto tudo que esse governo representa”, publicou em seu Instagram.

Questionada pela reportagem, a EBC respondeu que seus funcionários estavam devidamente identificados com uniformes e crachás quando convidaram o nigeriano a participar do vídeo, gravado em frente ao Museu Nacional de Brasília. Segundo a emissora, foi dito que  o vídeo institucional, sem fins comerciais, estava sendo produzido para divulgação da Presidência da República. A estatal, no entanto, não respondeu se o nigeriano autorizou o uso da imagem por escrito.

Falade afirmou que vai procurar um advogado “para saber quais são as medidas que pode adotar agora”. Procurada pela reportagem do Globo, a Secretaria de Comunicação (Secom) da Presidência disse que o Palácio do Planalto não se posicionará e se limitou a informar que a produção do vídeo foi gerenciada e executada pela EBC. A ideia de produzir o vídeo foi do secretário de comunicação, Fábio Wajngarten.

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Fonte: Carta capital