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Reitora diz que pessoas com balões tiraram segurança da reunião do Conselho Universitário

UFGD Reitora diz que pessoas com balões tiraram segurança da reunião do Conselho Universitário 26 setembro 2019 - 11h02Por André Bento Manifestantes usaram balões em protesto contra reitora temporária - Crédito: Dourados News/Ligado na Redação

A reitora temporária da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados), Mirlene Ferreira Macedo Damazio, afirmou que a 97ª Reunião Ordinária do Conselho Universitário, convocada por ela para acontecer na manhã desta quinta-feira (26), não tinha segurança necessária para acontecer por causa da “invasão de pessoas com instrumentos musicais, balões e gritos”.

Nomeada em junho deste ano pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub, a reitora preside o conselho, mas não compareceu à reunião mesmo após solicitar reforço da segurança, o que motivou envio de equipes da Polícia Militar e da Guarda Municipal até a Unidade I da UFGD.

Em nota, Mirlene declarou que “muito embora tenha sido apurado o quórum necessário para instauração de plenária, no hall de entrada do espaço reservado, qual seja, Sala dos Conselhos, localizada na sala 304 da Unidade I, nas dependências da Universidade Federal da Grande Dourados, não houve apuração de regularidade de ocupação e acomodação dos conselheiros, nem a ordem e decoro necessários, sendo observada a invasão de pessoas com instrumentos musicais, balões e gritos, bem como a falta de segurança necessária para que a mesma ocorresse com regularidade de procedimentos”.

“Diante da instabilidade apurada e dos episódios paralelos que compreendem a segurança não apenas do local reservado, mas da Unidade I, em extensão das manifestações, com o intuito de inviabilizar os trabalhos da Universidade e o andamento das pautas imprescindíveis para regularidade das atividades, e ainda, o comprometimento da integralidade de segurança dos conselheiros; deliberou-se, pelo cancelamento da referida reunião e transferência para o dia 04 de outubro de 2019”, acrescenta a nota.

Conforme já revelado pelo Dourados News, a polêmica começou no agendamento da 97ª Reunião Ordinária do Conselho Universitário, que deveria ocorrer na sala 304 da Unidade I e não no auditório, onde costumavam ocorrer as reuniões mensais que desde julho sequer eram realizadas.

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No entanto, nem mesmo a reitora temporária, que preside o conselho e convocou a reunião, compareceu, embora tenha solicitado reforço da segurança sob a justificativa de ameaça de invasão. Coube ao conselheiro mais antigo instalar a reunião após verificar que as assinaturas já caracterizavam o quórum.

Mas a sala 304 da Unidade I não tinha espaço suficiente e outro conselheiro, ao ver pessoas em pé, propôs que a reunião fosse realizada no auditório, como ocorria costumeiramente.

Em comum, os dois locais estavam decorados com balões alaranjados, símbolo de protestos realizados pela comunidade acadêmica deste a nomeação da reitora temporária pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub, em meio à judicialização da lista tríplice encabeçada pelo professor Etienne Biasotto.

Fonte: Dourados News