seg. out 21st, 2019

Google lança banco de dados de combate à deepfake

Clara Guimarães, editado por Matheus Luque

Empresa produziu cerca de 3 mil vídeos deepfake, a ideia é que eles sejam utilizados no treinamento de ferramentas de detecção automática

O Google lançou um enorme conjunto de dados de vídeos de deepfake para tentar ajudar pesquisadores a identificar quando um vídeo foi manipulado através da técnica. A empresa filmou atores em uma variedade de cenas e depois usou métodos de geração de deepfake, publicamente disponíveis, para criar um banco de dados com cerca de 3 mil amostras.

A ideia é que pesquisadores utilizem esse banco para treinar ferramentas de detecção automatizada e torná-las tão eficazes e precisas quanto possível quando se trata de detectar imagens sintetizadas por IA. O Google ainda disse que continuará atualizando seu repertório, visto que as técnicas de deepfake continuam evoluindo rapidamente.

“Adicionaremos a esse conjunto de dados conforme evolução da tecnologia deepfake, e continuaremos a trabalhar com parceiros nesse espaço. Acreditamos firmemente em apoiar uma comunidade de pesquisa próspera para diminuir possíveis danos causados por uso indevido de mídia sintética, e o lançamento de hoje, do nosso conjunto de dados deepfake no benchmark FaceForensics, é um passo importante nessa direção”, disse a empresa em anúncio.

Os vídeos deepfakes tornam-se cada vez mais uma preocupação pois estão ficando mais reais e difíceis de diferenciar dos originais. Embora existam usos interessantes da tecnologia, como ver Will Smith no papel de Neo em Matrix, muitas vezes ela é utilizada com más intenções. Podemos pensar em deepfakes que colocam rostos de pessoas comuns em vídeos pornô ou que produzem fake news.

Além do Google, o Facebook e a Microsoft participam na criação de um conjunto de ferramentas de código aberto, que permitirá que empresas, governo, mídia e organizações apurem se um vídeo foi falsificado com deepfake. A rede social, inclusive, planeja lançar um banco de dados semelhante ao do Google. Quanto mais amostras melhor.

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Via: Engadget

Fonte: Olhar Digital