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“Importar mais é o que exporta”, diz Marcos Troyjo. “O Brasil vai abrir para vender mais”

Entrevista exclusiva com o secretário de comércio exterior do Ministério da Economia, Marcos Troyjo; Abaixo, acompanhe a palestra de Marcos Troyjo no LIDE de Agronegócios:

“Importar mais é o que exporta”, diz Marcos Troyjo. “O Brasil vai abrir para vender mais

Publicado em 06/10/2019 07:28 e atualizado em 06/10/2019 17:23

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Entrevista exclusiva com o secretário de comércio exterior do Ministério da Economia, Marcos Troyjo; Abaixo, acompanhe a palestra de Marcos Troyjo no LIDE de Agronegócios:

Marcos Prado Troyjo – Sec. Especial de Comércio Exterior do Ministério da Economia

O governo Bolsonaro começa a inverter a lógica no comércio exterior que praticamente sempre imperou no Brasil, a de “exportar mais, e importar menos”. Marcos Troyjo, secretário de comercio exterior do Ministério da Economia, diz, em entrevista exclusiva ao Notícias Agrícolas, que, cada vez mais o Brasil vai se abrir para o comércio exterior “comprando mais para vender mais”.

O foco não será nem a União Européia nem mesmo os Estados Unidos (“obviamente mercados importantes”). ” Os nossos novos negócios serão com os paises do Sudeste Asiático e com a Índia, “os novos ricos”. (Acompanhem a entrevista).

Os planos de Marcos Troyjo (considerado como um vice-ministro da Economia do Brasil, responsável pelo Comércio Exterior e Assuntos Internacionais), vão, inicialmente, provocar muitas reações em várias cadeias produtivas. A Agricutura, por exemplo, deverá sofrer fortes impactos. O café será estimulado a abrir importações para novas variedades, por exemplo, para conseguir vender mais qualidade (novos blends). No leite, o País se abrirá para importações mas deverá vender mais lacteos, com maior valor agregado.

“Nenhum País comprará mais se não conseguir fazer dinheiro vendendo, é a lógica”, explica o secretário. O Brasil é um dos países mais fechados para o comércio exterior. Vamos inverter a estratégia e fazer mais negócios. “Acordos bilaterais são importantes, mas o que nos interessa são os mercados mais ricos que precisam de nossos produtos, como o Sudeste Asiático e a Índia, Indonésia, Singapura”

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Marcos Troyjo evita discorrer sobre problemas surgidos (pelas questões ambientais) com a União Européia. “Estamos na fase dos ajustes”, diz ele, negando que haja atrasos. Sobre acordo bilateral com os Estados Unidos, diz que é fundamental por ser o país mais rico do Mundo. “Mas vamos vender muito mais para quem precisa de nossos produtos, como é o caso do Sudeste Asiático, Coreia e Vietnâ, além da Índia.

Em palestra ao Lide Agro (entidade que congrega a maior parte do PIB do agronegocio brasileiro, reunido sexta-feira em Ribeirão Preto) o secretário de comercio exterior fez, no entanto, importante ressalva:

–“Antes de mais nada precisamos fazer um importante acordo interno com a nossa sociedade. Antes de tudo precisamos realizar as reformas fundamentais de nossa economia. Senão…”.

Há poucos dias a Ministra da Agricutura, Teresa Cristina, trouxe novos negócios do Oriente Médio, principalmente com a Arábia Saudita, para quem deveremos vender mais carne de frango congelado. O ministro da Infraestrutura, Tarsicio Freitas, está há 10 dias nos Estados Unidos e Europa buscando investidores para participarem de obras no Brasil.

Abaixo, veja na íntegra a palestra de Marcos Troyjo no LIDE de Agronegócios:

Fonte: Noticias Agricolas

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Carlos Telles
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