ter. fev 19th, 2019

Estudo mostra como Rússia usou redes sociais para favorecer Trump em 2016

Um novo relatório encomendado pelo Senado dos Estados Unidos mostra como a Rússia utilizou diversas plataformas de redes sociais para influenciar as eleições presidenciais de 2016 a favor de Donald Trump.

O estudo foi elaborado pelo Projeto de Propaganda Computacional da Universidade de Oxford e pela empresa de análise de redes sociais Graphika a pedido do Comitê de Inteligência do Senado americano. Os senadores ainda não confirmaram sua opinião sobre o relatório ou publicaram o material oficialmente.

O jornal The Washington Post, contudo, teve acesso aos documentos, que mostram que a Rússia usou todas as grandes plataformas de redes sociais para espalhar textos, imagens e vídeos para influenciar os eleitores americanos a votarem em Trump.

Segundo o relatório, os russos agiram por meio da Internet Research Agency. A empresa sediada em São Petersburgo já foi indiciada pela Justiça americana por seu papel na interferência nas eleições americanas.

O novo estudo descobriu que a companhia começou a publicar anúncios e outras informações sobre política americana nas redes sociais em 2009 e aumentou suas operações durante as eleições de meio de mandato em 2013 por meio do Twitter.

A partir daí, expandiu sua campanha para outras plataformas, como YouTube, Facebook, Instagram, Google+, Tumblr, Pinterest e até contas de e-mail.

Para as presidenciais de 2016, publicou uma série de vídeos, fotos e textos voltados aos eleitores conservadores, abordando tópicos como o controle ao porte de armas e imigração ilegal.

Ao mesmo tempo, os russos enviaram mensagens e postagens que buscavam confundir eleitores negros. O objetivo era diminuir a confiança dessa população no processo eleitoral e espalhar informações falsas sobre como votar.

Além dos conservadores e da população negra, a Internet Research Agency também direcionou publicações específicas para outros setores da sociedade americana, como latinos, muçulmanos, cristãos, homossexuais e veteranos de guerra.

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“O que está claro é que todas as mensagens claramente procuraram beneficiar o Partido Republicano e, especificamente, Donald Trump”, diz o relatório, de acordo com o The Washington Post.

O jornal afirma ainda que o relatório critica as empresas de tecnologia que comandam as plataformas de rede social por sua “resposta tardia e descoordenada” depois que a tentativa de interferência russa foi descoberta pelas autoridades americanas.

Facebook e Google não quiseram comentar as conclusões do relatório. O Twitter, contudo, afirmou ao Post que fez “avanços significativos desde a eleição de 2016 para endurecer suas defesas digitais”.

A investigação de Mueller

Os Estados Unidos já iniciaram um processo criminal contra a Internet Research Agency por suas tentativas de interferir na campanha de 2016.

O promotor especial Robert Mueller apura atualmente se a campanha eleitoral de Donald Trump conspirou com a Rússia para influenciar as eleições de 2016 e se o presidente cometeu atos de obstrução de justiça ao tentar acabar com a investigação.

Neste domingo 16, Donald Trump e seu advogado Rudy Giuliani voltaram a atacar Mueller e sua investigação. No Twitter, o presidente chamou o movimento de “caça às bruxas” e afirmou que sua origem data de “muito antes de eu ser eleito”.

“É muito ruim para o nosso país. Eles estão prendendo pessoas por distorções, mentiras ou coisas não relacionadas que ocorreram há muitos anos. Nada a ver com conluio. Um golpe democrata!”, escreveu.

Giuliani também usou uma televisão criticar Mueller e promotores federais em Nova York que investigam o mesmo caso. “Eles são uma piada”, disse. Quando questionado sobre um possível depoimento de Trump a Mueller, afirmou que isso só aconteceria “sobre o meu cadáver”.

Mueller continua a solicitar uma entrevista com o presidente. No mês passado, a Casa Branca enviou respostas por escrito a perguntas sobre um possível conluio. A administração resistiu, no entanto, a responder perguntas sobre possíveis obstruções à justiça.

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Fonte: Veja

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Samuel Azevedo
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