Lewandowski diz que reagiu a críticas em voo para “defender a honra do Supremo”

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski declarou ter acionado a Polícia Federal (PF) contra o advogado que o criticou em voo em defesa da Corte e não da própria pessoa. “Eu me senti na obrigação de defender a honra do Supremo”, disse à coluna da jornalista Mônica Bergamo.

“Se fosse ofensa ao meu trabalho, eu poderia até relevar, como já relevei em várias outras ocasiões”, declarou ele ao jornal. “Eu aceito a crítica democrática. É um direito do cidadão. Mas a ofensa às instituições é um perigo para o Estado Democrático de Direito”, continuou.

Na última segunda-feira (4), o advogado Cristiano Caiado Acioli, 39 anos, abordou o ministro dentro de uma aeronave que faria o trajeto entre São Paulo e Brasília. “O Supremo é uma vergonha, viu?”. Em resposta, o magistrado indagou: “Você quer ser preso?”

Lewandowski pediu a um comissário de bordo que acionasse a PF. A viagem decorreu sem complicações, mas no desembarque na capital federal, Acioli foi retido por agentes policiais e encaminhado para a Superintendência Regional da PF no Distrito Federal, onde prestou esclarecimentos durante todo o dia.

Após o ocorrido, Acioly afirmou que o ministro “abusou do poder”e disse que gostaria de ver o magistrado punido pelo incidente. Já no STF, o caso assumiu contornos maiores. O presidente da Corte, ministro Dias Toffoli, enviou um ofício na noite desta quarta (5) à procuradora-geral da República, Raquel Dodge, e ao ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, pedindo providências sobre “ofensas dirigidas” ao Supremo.

Fonte: Yahoo

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Maryone Azevedo
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